quarta-feira, março 10, 2010

Não quero. Não, não e não.


Não quero estudar. Não quero ir amanhã às aulas. Não quero ver pessoas que não sentem nada por mim - talvez um pouco de aversão, não sei.

Quero ficar em casa. Com ele. Nesta cama... Não quero sair de casa!

Já nem me apetece ir às compras. Até porque não tenho dinheiro. Deprime-me. Ultimamente, tudo me deprime: querer apanhar uma bebedeira e não conseguir por ter o estômago fraco, querer comprar roupa mas não poder, ir à rua e ver gajas mais bonitas e jeitosas do que eu, querer ter uma girls night e não haver girls que queiram sair comigo... Porra, agora nem f***r consigo devido a certas e determinadas complicações!

Não me apetece trabalhar no Workbench, não percebo nada, sinto-me burra. Só me apetece beber café e comer chocolates. Ver televisão e jogar. Torno-me ainda mais burra. Já nem me lembro quando foi a última vez que falei com alguém da Universidade ao vivo! Sigh.

Não quero ir ao GN. Não quero!
Não quero pensar que estou longe da família!
Não quero nem pensar que vou ficar uns dias sem ele aqui... Estou tão habituada a ele. Ele está sempre aqui. Se ele se for, fico sozinha. Não quero...

Não quero ter que me esforçar para receber um "não" como resposta. Estou farta de engolir o orgulho e tentar reatar algo que não sei bem se já está reatado ou não - não parece...

Sinto-me um bichinho esquecido, aqui, no meu canto.
Ele disse-me que se desistisse da Universidade, aí abriam os olhos, vinham ter comigo. Acho que não! Há quantos dias é que estou aqui e ninguém sequer me pergunta o que se passa?

Acho que há pessoas importantes, e outras dispensáveis.
Dói-me a cabeça...

sábado, fevereiro 27, 2010

Não sei que merda de título dar porque tenho muitas coisas nesta cabeça

Nunca, em algum dia da minha vida passada, me imaginei a viver com quem vivo nestas circunstâncias, nestas situações.
Nunca pensei deixar de pôr a Amizade num pedestal, para metê-la algures, não sei onde, ando à procura...

Não queria que isto acontecesse. Contudo, não implica necessariamente que esteja arrependida. O tempo passa, a dor fica dormente e acaba por desaparecer. Acontecem coisas boas, acontecem coisas más.

Admiro-me ainda hoje com as reacções das pessoas. Fico com medo. O Ser Humano deve mesmo ser naturalmente violento.
Aquelas pessoas que estão na rua a oferecer abraços... Essas pessoas... Lembro-me que um dia vi um vídeo a espelhar essa mensagem de amor e quase que chorei. Amor? Não, nós não pensamos em Amor, nem queremos Amor.
Queremos sentir-nos bem. Satisfeitos. Queremos sentir que conseguimos o que queríamos - ainda que a seguir surja um pequeno arrependimento porque tratamos todas as pessoas à nossa volta como fantoches.

Acho que falo de mim mesma.

Pergunto-me se sempre fui assim...
Pergunto-me se ficarei pior. Reparo que a cada dia que passa é mais difícil manter o controlo. Quero dizer o que quero! - Mas o que quero dizer são ofensas, ou verdades que ofendem, que gera discussões, que faz que não ganhe o que quero. Sou uma má pessoa.

Não queria ser mais uma dessas pessoas. Queria ser o meu antigo Eu. Ah! Acho que o meu antigo eu raramente vem cá acima, ultimamente. Só quando estou sonolenta e enrolada num abraço é que me sinto calma, feliz, boa pessoa.

Tenho medo.

quarta-feira, outubro 28, 2009




O tempo passa rápido, não?
Se bem que sem ti... É lento e custoso.

Será que vai mesmo acontecer? Coisas boas não me acontecem e duram.
Não posso dizer que o "nós" é só mel e mar de rosas.
Mas ter-te... A ironia da vida, do destino! Alguma vez... alguma vez alguém realmente acreditou que me quisesses?

Quero acreditar que tu não me mentes quando me olhas nos olhos e dizes o que dizes.
Mas e se...?

Oh.

Nestes momentos apetece-me chorar porque a incerteza é tanta... Queria que me agarrasses agora e me dissesses algo reconfortante.

Será que estou preparada...?

sábado, setembro 05, 2009

Amália Hoje- O Medo






Quem dorme à noite comigo
É meu segredo,
Mas se insistirem, lhes digo,
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo

E cedo porque me embala
Num vai-vem de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão

Gritar: quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim
Gostava até de matar-me,
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.

domingo, junho 21, 2009

Quero-te apesar de não me quereres. Sou-te indiferente. Teres-me ou não, não te faz diferença.
Sou ridícula. Uma pedinte aos teus olhos.
A dor é tanta, tanta... Choro tanto que me dói a garganta.
Não sei o que me dói mais! Tu quereres deixar-me apesar de ter engolido o meu orgulho e ter-te dito que te não importava não gostares tanto de mim assim, ou simplesmente tu não me dares valor - se desses, esforçavas-te, querias-me muito e mais.

Não sei que fazer. Estou perdida, perdida, pois nem consigo definir os meus sentimentos.
Do que é a dor? Do orgulho ferido ou... da paixão que sinto por ti? Ou que sentia? Eu não sei nada...

Sou rídula. Sou medíocre.
Detesto quando dizem - ou quando dizes - que não me mereces. E depois? E depois... Eu tinha fé... Mas os sentimentos converteram-se no exacto oposto do que queria que se tornassem...

Pedinte. Sou isso aos teus olhos? Uma pedinte! Uma mendiga emocional? Oh, porque é tão difícil alguém gostar de mim...? Sou assim tão horrível?

Sou ridícula, ridícula, ridícula...
Tudo em mim é ridículo. A necessidade de companhia, a necessidade de desabafar, a necessidade do teu toque, o tentar fazer de tudo para agradar e fazer tudo mal... O meu coração mirra... Devia mesmo acabar tudo, devia? Mas... e o mas? Porque não me vejo sem ti...

Tal como não me via sem certas pessoas...

Não sei.

Suponho que se sobreviva. Mas nada mais. Sobrevive-se. Não se vive...

domingo, junho 14, 2009


Podia mentir e dizer que tenho saudades de escrever... Não tenho.
Acho que tenho mais uma pequena saudade de poder desabafar. Para o alto, simplesmente. Tirar uma pequena parte de mim e escrevê-la... Não faço isso à muito, muito tempo.

A minha vida deu muita reviravolta. Todas as vidas eventualmente dão. Mas as reviravoltas podem ser boas, podem ser más. Da minha vida não sei ainda...
Certos acontecimentos magoaram-me muito mesmo. Podiam servir para me abrir os olhos, mas eu pareço não sair da cova em que me puseram... Ou em que me pus. Não sei bem.

Disseram-me que eu só sofro. Logo, a falha está em mim.
Há determinadas alturas em que penso, para quê ser optimista? A nível emocional, sou uma desgraça. Tenho azar. Sou isto e aquilo, e todo o resto do mundo perfeito...

Criticam-me e critico-me, mas nada parece suficiente para me meter para baixo, para que a cova seja aprofundada, e que eu caia, e caia.

Ainda tenho esperança de que algo de bom aconteça. Ainda. Não sei porquê. Talvez porque no fundo, acho que não mereço isto. Não me acho má pessoa. Sou tudo o que, pelos cânones de alguém, de alguma coisa, nem sei, não se deve ser. Mas não sou má pessoa.

Ou sou? Não minto. Devia mentir? Tento não ofender. Ofendi... Explodi... Serei?
Apenas quero continuar a minha vida. Alguma mudança (boa) há-de surgir. Certo?

E contudo, vejo todos a afastarem-se de mim. Como se eu fosse uma pessoa repugnante com quem tiveram forçadamente de conviver, e que o alívio de um corte de relações é enorme e... e... 

Talvez eu não sirva, simplesmente.



Não sei se voltarei a escrever. Acho que sim. Acalma a solidão que sinto - pelo menos temporariamente.
Mas escrever... Pensar, relembrar, recordar...
Enfim. Até depois.

terça-feira, abril 28, 2009

terça-feira, abril 07, 2009

Desaparecida...

...mas ninguém deve ter sentido minha falta x)
Vim só deixar uma música que a minha fofinha me passou.


Craig Armstrong — This Love lyrics | Lyricsty.com

sábado, fevereiro 07, 2009

Bahah-ah...

Estou meio desanimada... Para não variar, suponho =P
Estou com um azar danado... Não sei mesmo que mal fiz para merecer isto.
Nem em pseudo-relações tenho sorte. Não sou a única, sim; o que me faz pensar que se elas, que são melhores do que eu em todos os aspectos, estão em situações ditas piores, porque haveria eu de ter sorte no campo pseudo-amoroso?
Não, acho que não mereço... Mas queria tanto, tanto vê-lo hoje! Ansiei por hoje... Aquela sensação de que algo não iria correr bem não me deixou mal, que ironia!

Se fosse só isso que me deixasse com a sensação de que estou amaldiçoada...
Tenho uma infeccção nos seios perinasais (ver a imagem abaixo, que parece saída de um dos filmes do Hannibal Lecter, ahahah).


A.K.A. sinusite. Nem sei se é aguda, crónica, não sei. O que o médico disse passou-me. Sei que ele disse que tenho, provavelmente, uma hipolite, hipolipe, hipo qualquer coisa, vá, na narina direita, que me dificulta a expulsão de ranhoca. Biba!?

"Tem alguma doença ou condição que não lhe permitam esforçar-se?"
"Sim, tenho ranho dentro de mim"

Qualquer dia chega-me o ranho ao cérebro, não?
Parece que a minha surdez (ando meia surda do ouvido esquerdo, daí ter ido ao médico) deve-se ao muco! Ahahah! Bah.
Que rica versão de doença romântica me havia de sair na rifa.
Qual tuberculose! Nah-nah. Não há sangue, há ranho. Nem nisso tenho sorte?

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Mais um "não sei", mais um "devia saber"....


E pronto, mais uma vez magoada, mais uma vez a tentar esmagar o meu coração e a minha vontade. Porque não posso fazer outra coisa.
Acho que ele não mede as palavras. Di-las e a dor espalha-se em mim...
*sigh*

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Serj Tankian: Lie, Lie, Lie


Song lyrics | Lie Lie Lie lyrics


Acontecem-me tantos azares e não sei que mal fiz...
Eles vêm e vão, mas porque vêm?
Karma ou Cosmos, não sei... Acho que não mereço. Não mereço... Não faço mal a ninguém, não percebo.
E não é só a mim! Mas porque isto tem de acontecer? Não somos más pessoas... Anseio e espero por uma coisa boa.

Já este Sábado. Vamos a ver se esta vida é para mim...

Os azares são coisas que acontecem, sim. Mas porquê quando estou entusiasmada ou alegre? Para variar, suponho?
Oh...
Estou sem pc, fanhosa, surda de um ouvido, com um cabelo horrível e com umas saudades... E ele tinha de ficar sem dinheiro no telemóvel! Veio tudo junto.
Karma, Cosmos?
*sigh*

domingo, fevereiro 01, 2009

Korn - Starting Over