quarta-feira, junho 01, 2011

#4 - Sobre uma acção louvável

Continuação do Desafio dos Desabafos - deveras atrasado.

Nos dias de correm, não vejo acções louváveis sem ser na televisão. Claro, não sair de casa também não deve ajudar. Contudo, as pessoas estão cada vez mais egoístas - acho que se pode dar a desculpa da crise e dos valores trocados.
Suponho que tenha feito alguma acção louvável durante a minha vida. Talvez o perdão seja uma acção louvável - se bem que já não aquece nem arrefece.
Eu não sei nada da vida e confundo tudo.
Hoje em dia, qualquer boa acção é uma acção louvável. Mas não me perguntem a diferença, não sei nem quero saber, uma boa acção para mim é suficiente.

segunda-feira, maio 23, 2011

Amigos

Sempre tive problemas com este tópico em particular. Sempre pensei que ninguém me queria para amiga. Porque falava pouco, porque tinha gostos diferentes, porque era gorda.
As minhas primeiras amigas eram para brincar. E se uma boa amiga, durante a infância, se avaliasse pela sua disponibilidade para brincadeiras, então estas eram as melhores amigas de sempre.
Contudo, a vida avança. As amigas de brincadeira mudam de turma, de escola...
Preconceito. Gozo. Claro que lá se aperceberam que não era tão burra como parecia. E aproximaram-me. Ajuda-me com o TPC, ajuda-me com o teste... Por ingenuidade, lá ajudei.
Acho que só me apercebi de que não eram amigos verdadeiros quando reparei que a minha companhia era dispensada.
Para que te quero? Tenho o namorado. Tenho outras amigas mais "in". Tenho amigos melhores.
Eu fui má amiga? Oh Deus, como gostava de demonstrar a certas pessoas o que é ser mau amigo... A sinceridade deixaria de ser uma qualidade.
Vai ser assim toda a minha vida. Eu a tentar fazer o melhor e não receber o mesmo em troca.

sexta-feira, maio 20, 2011

Pergunta

O que é que os amigos que se consideram amigos nunca, mas nunca, devem fazer?

quinta-feira, maio 19, 2011

Agora estou...

...sem palavras.
Supus que fosse doer mais. Mas estar em águas estagnadas à uns bons meses foi bem pior.
Perdi uma amiga. Contudo, tenho é de pensar: se fosse minha amiga, estimava-me.
Eu disse coisas más, sim, e contive-me para não dizer pior. Porque amigos que são amigos não ficam mais de 7 meses sem se verem quando moram a 15min. de carro um do outro! Estou errada?
Ainda mais quando um deles tem carro. E passa o dia na internet, mas não lhe dirige a palavra.
Enfim... está feito. E poderia ser desfeito, era só ela querer...
...mas quem éque quero enganar? Ela, pedir desculpa? Aliás!!, ela, vir ter comigo??

Não dá. Não dá mais.

terça-feira, maio 17, 2011

Desiludida...

Este blog bem sabe todas as decepções que tive com amigos e pseudo-amigos e afins.
Suponho que decepções e desilusões nesse campo nunca cessem durante a vida.
Sinto-me magoada, desprezada. Porque se um suposto amigo nos ignora propositadamente, quer dizer algo, não é? Sendo a mensagem directa "não quero ser teu amigo".
As indirectas, melhor nem saber...
Fico tão triste. Posso ser chata, persistente, ter mau-feitio... Posso ter até sido má amiga em alguns momentos, sempre sem intenção - se bem que não acho que o tenha sido... Mas nunca faria a ninguém aquilo porque estou a passar.

:(


segunda-feira, maio 16, 2011

Sorrrteioooo



Hum...#2

Tenho esta horrível sensação de que me enfiei num buraco e não tenho forças para sair dele...

sábado, maio 14, 2011

Hum...

Dou por mim a pensar que não consegui nada da vida académica. Nem auto-estima, nem amigos, nem melhor capacidade social, nem companhia para beber café.

quarta-feira, maio 04, 2011

True



*sigh*

domingo, maio 01, 2011

Feliz dia da Mãe



Que todas as mamãs tenham um feliz dia =)

quarta-feira, abril 27, 2011

Sou fã!





Adorei! A massa vem em caixinhas quando é para levar para casa, como se vê nos filmes! Massa + ingredientes + molho. O preço por ingrediente é que é um pouco puxado - se pusermos 2 ingredientes já fica mais caro do que outros restaurantes dos centros comerciais.
Carreguem na imagem!
Ah, mas é tão bom :D

sábado, abril 23, 2011

Às vezes parece quase irreal que num curto espaço de tempo tenha que assimilar tantas informações dos mais variados eventos.

Como o desabafo do meu amigo A., que me deixou completamente estupefacta pelo facto de o conhecer à anos e nunca ter desconfiado de que havia uma razão para ele ser como é. Sinto-me má amiga.

Como o desabafo da minha amiga R., que me fez pensar que há realmente pessoas que complicam, mas é mesmo assim, porque ela pensa que é assim que tem que ser, que assim é mais fácil. E nada posso fazer para a ajudar.

Como a relação da S. que não vai bem. Não vai, de todo. E pergunto-me porque é que os homens são assim tão cruéis. Ela, eu sei-o, tem se esforçado tanto, tanto! Porque ela, eu sei-o, podia ter comido meio-mundo e não o fez. Resolveu esperar, e eu disse-lhe que sim, que devia esperar. E nada! Podia ter-lhe aparecido um homem decente, mas nada! É tão injusto...

E agora estou aqui em Viana. Tinha-me esquecido que aqui também é possível sentir-me mal. Eu, a única gorda da casa. Ele tem avós que foram professores de educação física, pais e tios que são professores de educação física, primos a estudar para serem professores de educação física. Vim-me mesmo meter na família errada.

Meh. Merda!

quarta-feira, abril 13, 2011

Talvez eu seja louca. Sim, louca! Pensei que fosse bonita. Pensei que ele gostasse de mim. Acho que é o que dá não sair de casa. Leio coisas como as gordinhas conseguirem ser bonitas e sexys e de haverem homens que gostam de nós assim. Leio romances e pinto as unhas e sinto-me melhor.

Contudo, também leio coisas más. O preconceito é muito. Claro que quando uma pessoa se sente bem, não pensa nas coisas más. E a conclusão disto é que não sei porque saí de casa. Não sei porque não aprendo. Eu NÃO sou bonita, eu NÃO sou sexy. Porque estou com merdas, han? Porque quero comprar vernizes e maquilhagem? Por favor, e porque raios quero comprar um corpete?? Isto de estar em casa fez-me mal. Saio à rua e é a verdade nua e crua. E ele... ele não me percebe. Mais de um ano a morar comigo e ele não percebe o meu olhar, não percebe as minhas reacções. Eu não sou fácil, sei bem disso, e sei também que devia dar graças por ter alguém que me ature e goste de mim. Não percebo como é que ele foi gostar de mim, ele era tão preconceituoso! E tinha vergonha de andar comigo de mão dada na rua. Eu chorei baba e ranho, eu lutei e insisti e aqui estamos nós.

As pessoas dizem-me "nota-se que ele gosta mesmo de ti!"... Mas porque é que ele faz coisas que me deixam fula? Porque ele podia acalmar a situação. Porra, ele podia fazer muita coisa em vez daquela reacção parva! Eu é que estava magoada, eu queria apenas umas palavras doces, uma acção doce!

Depois destes episódios sinto-me tão cansada. E até agora não chorei. Sempre chorei e hoje não. Será bom sinal? Eu não acho...

Talvez hajam gordinhas sexys. No entanto, tal como devem existir magras não sexys, também devem existir gordinhas não sexys. Sendo eu uma delas. Devia meter juízo na cabeça. Devia fazer uma dieta rigorosa e talvez aí todos gostassem mais de mim. Mas fico a pensar que isso só revelaria a falsidade nas pessoas, eu veria logo gente que nem me dizia olá a quererem falar comigo. Então fico-me assim e vejo quem tem bom coração, quem consegue gostar de mim assim.

Também há o pequeno facto de que eu sou de manias. Por vezes como porcarias quando estou deprimida - preenche o vazio. Outras vezes como porcarias quando estou feliz - gostam de mim assim, para quê preocupar-me? Já vieram muitas vezes com a treta de que eu é que tenho que gostar de mim, blá blá blá. Nunca vai acontecer. Porque eu quando eu começo a gostar de mim, vou à rua e sinto-me uma merda. Já saí com ele para dar um passeio, bem vestida, sorridente, sem pneus protuberantes, e uma criança goza comigo. Sim, uma criança, e eu fico fodida. Já fui ao Jumbo fazer umas compras rápidas, calças confortáveis, relaxada, passa um grupo de adolescentes punks, eu admiro as roupas e o estilo, passam eles por mim e gozam comigo. Para não falar do medo que tenho dos olhares dele. Medo da dor que possam causar. Já não adianta falar. Já não adianta lamentar. O medo persiste.

Não sei o que fazer agora, quanto mais a longo prazo. Suponho que vou ficar por casa. E pronto...